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Análise Criminal a serviço da PM em defesa da sociedade

O promotor de Justiça do Ministério Público do Estado de Rondônia, Shalimar Priester Marques, da promotoria da Segurança Pública, apresentou e mostrou como trabalhar esta ferramenta, ao subcomandante geral da PM coronel Rildo José Flores, ao coronel Pachá, chefe do Estado Maior, Comandantes, chefes e diretores de Unidades da PM na capital, hoje, 7, no auditório Jerônimo Santana, no CPA – Centro Político e Administrativo do governo de Rondônia.

Disse o promotor Shalimar que este projeto tem por finalidade alinhar as disposições legais que tratam da necessidade da elaboração de estatísticas criminais aos comandos constitucionais de garantia da ordem pública, atrelado ainda a princípio administrativo da economicidade e eficiência, pois não raras as políticas na área da criminalidade e justiça são efetuadas em vôo cego, sem instrumentos e com orientação puramente impressionista.

Segundo ele, a Segurança Pública está entre as três maiores preocupações da sociedade brasileira em 2018 e pode-se atribuir esta preocupação ao fato do Brasil ser hoje o país com o maior número de homicídios do mundo. Em 2016 foram 61.283 mortes - total próximo da média anual de vítimas fatais da guerra civil da Síria. A taxa média brasileira de homicídios por grupo de 100 mil habitantes não é menos assustadora - chegou a 29,7 no ano passado, praticamente o triplo do padrão considerado aceitável no mundo.

Em Rondônia a taxa de homicídios somada com mortes violentas sem causa determinada chega a 42,0 em Porto Velho, capital de Rondônia. A média do Estado é de 33,9. Dentro destes números está a violência contra mulheres, pois de acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisas Aplicadas (IPEA), tem a 4ª maior taxa do país de homicídios de mulheres.

Funcionamento

Esta técnica constitui-se no uso de uma coleção de métodos dispostos a obter dados, informações, analisá-los e deles estabelecer estratégias de ação. O enfrentamento da criminalidade e da violência a partir do Diagnóstico Criminal permite a formulação de políticas públicas muito mais próximas da realidade e dirigidas ao atendimento das causas, não só das manifestações da violência, provendo subsídios mais adequados para as políticas de prevenção, repressão e de assistência às vítimas.

De acordo com o promotor de Justiça Shalimar Priester Marques, com esta ferramenta a Polícia Militar pode trabalhar de forma orientada. “Identificar o problema aonde ele realmente esta afetando a segurança da comunidade’. Poderá identificar qual é o tipo de crime que mais acontece e atuar de forma preventiva e pontual.

O promotor explicou ainda que antes da Análise Criminal, a Polícia Militar trabalhava de forma empírica e a partir de agora ela vai poder reduzir os seus recursos aplicando de forma mais incisiva aonde o crime acontece sem aumentar efetivamente seu efetivo. Para o Estado o sistema de Análise Criminal ficou a custo zero.

Jornalista Lenilson Guedes